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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Honra a quem se deve honra

Vou começar fazendo uma declaração: Me considero Jovem!

Para alguns sou, eu diria, um jovem a mais tempo, mas com 32 anos a serem completos agora em outubro creio que ainda nem cheguei ao meu melhor momento. Mas estou falando disso por que é inegável que já não somos “a nova geração” já convivemos com uma mais nova. E o que temos passado para essa turma que chega?

Essa semana quando soube da noticia do falecimento do Pr. Nilson do Amaral Fanini dividi essa noticia com minha cunhada de 22 anos e para minha surpresa ela não sabia quem era.

Fiquei pensado como nós crentes pecamos em não preservar a história e tão pouco damos honra a nossos profetas.

Em Mateus 13:57 Jesus nos fala: “Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.”

Costumamos falar de homens de Deus que fazem isso e aquilo aqui ou acolá, mas dificilmente lembramos-nos de nomes como o de Fanini que pagaram um preço para ver o Brasil aos pés de Jesus. Se hoje vemos nossa nação sendo conquistada por Jesus, podemos afirmar que é fruto do que ele plantou nos anos 70 e 80.

Para quem não conhece ainda o perfil do Pr Fanini lá vai um pequeno histórico:

Fanini_Helga

O pastor Fanini nasceu no dia 18 de março de 1932 na cidade de Curitiba (PR). Ainda jovem, aos 12 anos de idade, aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador após um apelo do pastor David Gomes durante uma série de conferências na capital do Paraná. Foi batizado no mesmo ano de 1944.

Na juventude, enquanto servia nas forças armadas, sentiu que Deus desejava dele um compromisso ministerial. O jovem Fanini decidiu então fazer o Seminário Menor no Instituto Teológico A.B. Deter, em Curitiba. Posteriormente, seguiu para o Seminário Teológico do Sul do Brasil (STBSB), onde completou o curso de bacharel em Teologia no ano de 1955, quando tinha 23 anos.

Ele foi consagrado ao ministério da Palavra em 24 de novembro de 1955 na Igreja Batista da Tijuca (RJ), que era então pastoreada pelo pastor Oswaldo Ronis. Um ano depois ele se casou com Helga Kepler Fanini, com quem teve três filhos, Otto Nilson, Roberto e Margareth. No mesmo ano seguiu para os EUA, onde fez mestrado em Teologia no Southwestern Baptist Theological Seminary, em Fort Worth (Texas).

Ao retornar dos EUA aceitou convite da Primeira Igreja Batista de Vitória (ES), onde atuou entre 1958 e 1964. Assumiu então a Primeira Igreja Batista de Niterói, na qual alcançou um ministério de 41 anos. Por fim, atuou na Igreja Batista Memorial de Niterói.

O pastor Fanini também fundou e apresentou o programa de TV “Reencontro”.

Ele faleceu no ultimo sábado 19 de setembro, às 6h46 (horário de Brasília) – 4h46 (horário de Dallas) – o Pr Fanini, foi ainda diversas vezes presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB) e que também esteve à frente da Aliança Batista Mundial (BWA, sigla em inglês).

Segundo informações do pastor David Schier, o pastor Fanini estava em viagem pelos Estados Unidos com sua esposa Helga para conhecer a sua mais nova netinha.

No entanto, durante a viagem de avião ele teve uma pneumonia e posteriormente um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que atingiu três partes de seu cérebro.

O pastor Fanini foi então internado em um hospital da cidade de Dallas (estado americano do Texas), porém os médicos chegaram à conclusão de que a situação era irreversível, o que os levou a desligarem os aparelhos, informou o pastor David Schier.

Vamos orar para que o Senhor conforte essa familia e levante outros “Faninis”.

 

Fonte: Redação / Convenção Batista Brasileira

domingo, 16 de agosto de 2009

O legado de um gênio

Ele foi um dos maiores compositores da música cristã brasileira, se não o maior. Com mais de 500 músicas compostas, muitas ainda inéditas, consagrou-se como um dos principais autores do gênero.

A voz, de timbre grave inconfundível, e o estilo de tocar, cheio de leveza e arte, eternizaram músicas inspiradas na Palavra de Deus e repletas de sensível poesia. Autor, compositor e poeta, ele tinha uma mente privilegiada e o coração sedento por comunhão com o Senhor e com o Evangelho que abraçou, testemunhou e divulgou.

Assim foi Sérgio Pimenta. Que em 1987, partiu para a glória do Senhor, vítima de um câncer agressivo e fulminante. Tinha apenas 33 anos – mas nenhum outro músico cristão produziu legado tão extenso em tão pouco tempo de vida. Sérgio, nascido em 1954 no Rio de Janeiro, era filho do médico e militar Silas Pimenta e de dona Ilza.

Sérgio Pimenta

Por influência do pai, também seguiu carreira nas Forças Armadas. Ainda moço, fez parte da primeira geração de compositores cristãos com grande repercussão nacional – nomes como Guilherme Kerr Neto, Paulo César da Silva, Jayrinho Gonçalves, Wolô, Aristeu Pires e Artur Mendes, entre outros.

No fim do regime de exceção e início dos anos 70, vivíamos com experimentações e desafios dentro e fora da Igreja. O Brasil via seus artistas seculares serem perseguidos pelo poder.

Sérgio, com sua pele negra e legítimo representante da herança rítmica africana, trazia essas referências inconfundíveis em sua música.

Pérolas – Sérgio Pimenta foi presença obrigatória nos álbuns do ministério Vencedores por Cristo.

Quico Fagundes, excelente violonista brasiliense e amigo de Pimenta, descreve: “Eram jovens talentos brasileiros, músicos de excelente qualidade. Foi um time de conspiradores, digno das maiores inconfidências, que mudou o perfil da música cristã no Brasil”.

Entre os tais conspiradores, Sérgio Pimenta dava vazão à sua genialidade e espiritualidade com canções inesquecíveis, como Cada instante, Você pode ter, Pescador, Tanto Amor e Resposta certa, para citar apenas uma fração de sua grandiosa obra.

Entre tantas pérolas, o artista participou de trabalhos memoráveis. Um deles foi o grupo Semente, no qual atuou por sete anos, deixando rico acervo de históricas produções como os álbuns Plantando a semente, Fruto da semente e Criação.

Marcou também presença no LP De vento em popa, lançado pelos Vencedores em 1977 – há três décadas, portanto – e considerado, com inteira justiça, o marco que mudou os rumos da música cristã brasileira.

Sérgio não abria mão de ritmos tipicamente brasileiros, como samba, baião, valsa, seresta, chorinho e frevo. E deixou fortes influências, reconhecida por outros músicos cristãos de expressão que gravaram composições suas, como Wanda Sá, Jorge Camargo, João Alexandre e Gerson Ortega, além do Quarteto Vida e da Cia de Jesus.

Sérgio Pimenta também deixou preciosa herança familiar: seus filhos Renato, publicitário hoje com 23 anos, e a dentista Juliana, de 21, são frutos de seu casamento com Sonia Dimitrov. Embora mal tenham convivido com o pai – Juliana ainda era bebê quando Sérgio morreu – os dois também são músicos.

 

Fonte: Cristianismo Hoje