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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sobre o amor aos gays e às mães que querem abortar

Primeiro quero pedir desculpas aos poucos e queridos leitores do GG, os últimos dias foram de muito trabalho e o Blog acabou ficando em segundo plano, com isso estou postando uma crônica que já postei anteriormente escrita outro publicitário evangélico chamado Carlo Carrenho e decidi veicular o texto aqui.

Não conhecia o trabalho do Carlo e fiquei “chocado” com a coragem com a qual ele aborda dois polêmicos temas: homossexualismo e aborto, admito que não concordo em 100% com o que ele afirma, mas divido com ele o “norte” tomado em sua crônica.

Abaixo a integra do texto, espero que sirva ao menos para levantar a discução, creio que pouco temos levado em conta a primícia básica de desprezar o pecado mas amar ao pecador.

Boa leitura;

Jeferson Baick

 

“Ando cansado da dicotomia maniqueísta cultivada por grande parte da Igreja Evangélica.”

Carlo Carrenho*

Gosto muito de um tipo de literatura pouco comum no Brasil. Falo dos livros de memórias, que são um tanto diferentes das autobiografias, apesar de seu conteúdo ser sempre autobiográfico. As diferenças residem no fato de que livros de memórias não têm a obrigação de serem completos e na total liberdade do autor para selecionar as passagens de sua vida que gostaria de relatar – e mesmo desviar-se delas para contar outras histórias. No mês passado, por exemplo, li o livro Red Summer, onde Bill Carter descreve seu dia-a-dia nos quatro verões que passou no Alasca pescando salmão profissionalmente. Outro autor de livros de memórias que admiro é Donald Miller. Como os pingüins me ajudaram a entender Deus e Fé em Deus e pé na tábua (Thomas Nelson Brasil) são obras que todo cristão deveria ler.

Outra obra do gênero, Grace (Eventually): Thoughts on Faith, é de uma de minhas escritoras cristãs prediletas, Anne Lammott. Ela surpreende ao deixar claro que é pro-choice – pró-escolha – em relação ao aborto. Os pro-choice são diametralmente opostos aos pro-life, ou pró-vida, e defendem o direito de escolha das mulheres em manter ou não uma gravidez. Já os pro-life são radicalmente contra qualquer forma de aborto. A coragem da autora em assumir sua posição me inspirou a escrever este artigo. É que há muito tempo ando cansado da dicotomia maniqueísta cultivada por grande parte da Igreja Evangélica. Tudo é inteiramente bom ou completamente mau; não existe meio-termo. Este maniqueísmo se manifesta particularmente em questões ligadas à moral e à sexualidade. Lembro-me que, quando era adolescente, um simples flerte ou paquera poderia, na visão de alguns membros da igreja, caracterizar uma “defraudação” da garota, caso eu não tivesse cem por cento de certeza do meu interesse por ela. Resultado: passava horas agoniado, tentando descobrir a certeza moral de meus próprios sentimentos, porque, no maniqueísmo evangélico, a prática da sensualidade era, e continua sendo, sempre associada ao pecado, ao mal.

Atualmente, há duas questões em que essa dualidade opressiva se manifesta com maior vigor dentro da comunidade evangélica: a legalização do aborto e do casamento gay. E já vou avisando logo de cara: sou a favor da legalização tanto de uma coisa, quanto da outra. Pronto, falei! E não, não sou a favor do aborto e do homossexualismo! Parece contraditório, mas não é. Embora eu jamais apoiaria um aborto, acho que as pessoas devem ter o direito de escolher. Da mesma forma – embora, tomando-se por base os textos bíblicos acerca da questão, pareça impossível não condenar o homossexualismo –, defenderei com todas as minhas forças que os gays tenham direitos absolutamente iguais aos dos heterossexuais. A moral individual ou de um segmento social jamais deve ser imposta sobre a sociedade como um todo; esta é uma premissa básica da liberdade. Em outras palavras, eu não posso exigir de um não-cristão que ele se comporte de acordo com os mandamentos bíblicos, da mesma forma que um muçulmano ou judeu não pode exigir que eu viva sob seus preceitos morais.

O presbiteriano C. Everett Koop, ex-chefe do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, adotou postura semelhante ao preparar um relatório sobre a Aids. Embora pregasse a abstinência sexual e a monogamia, ele defendeu a distribuição de preservativos e a educação sexual precoce como forma de evitar que a doença se alastrasse, chocando inúmeros evangélicos conservadores. Koop se justificava dizendo que era o chefe do Departamento de Saúde dos heterossexuais e dos homossexuais, do jovem e do velho, do moral e do imoral. Ele ainda alertou seus colegas cristãos: “Vocês podem odiar o pecado, mas precisam amar o pecador”. Embora condenasse o homossexualismo, Koop foi aclamado por 12 mil pessoas em um evento da comunidade gay de Boston – afinal, ele sempre amou os homossexuais.

Se o próprio Deus nos legou o livre arbítrio ou, no mínimo, permitiu que cada ser humano escolha entre pecar ou não, não cabe a nós criar legislações que oprimam aqueles que querem uma vida diferente da que levamos como cristãos. Nossa obrigação é amar ao próximo, seja ele gay ou não, tenha ele optado ou não por um aborto. Quando aprendermos a amar aqueles que são diferentes, seremos mais capazes de influenciá-los do que por meio de legislações opressoras anti-libertárias.

É claro que a questão do aborto é um tema complicado e que há inúmeros argumentos para sua criminalização, por se tratar de uma violência contra a vida humana. Não tenho defesa para alguns argumentos pro-life. O mais forte deles foi levantado por um jurista que não aceitava que matar um recém-nascido fosse considerado homicídio enquanto um aborto aos 9 meses de gravidez não o era. Touché. Da mesma forma, não me parece fazer sentido condenar o aborto de um grupo de poucas células nos primeiros dias ou semanas de gravidez e aceitar os métodos anti-concepcionais.

* Carlo Carrenho é paulistano, mas mora no Rio de Janeiro. É cristão, mas estudou metade da vida em uma escola judaica. Estudou economia, mas trabalha como editor de livros. Atualmente é publisher da Thomas Nelson Brasil.

Fonte: Cristianismo Hoje

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Evangélicos brasileiros avançam na ‘ilha de Obama’

A Igreja do Pastor Paulo Tenório, que está há seis anos em Martha’s Vineyard, faz justiça ao nome e à própria trajetória da comunidade evangélica brasileira na ilha. Ela é conhecida como “A Igreja que Cresce”.

brasileiros_obama O crescimento não deixa de surpreender, já que Martha’s Vineyard, a sofisticada ilha escolhida pelo presidente Barack Obama para passar suas férias, é frequentado pela nata da sociedade de Massachusetts, o Estado com a segunda maior população católica dos Estados Unidos, mais de 49% de seus habitantes.

E os brasileiros, atraídos pela oferta de trabalho no setor de serviços, formam hoje uma das maiores comunidades da ilha. Dos 15 mil moradores de Martha’s Vineyard, pelo menos 3 mil são brasileiros, segundo números fornecidos pela prefeitura de Oak Bluffs, uma das seis cidades da ilha.

Paulo Tenório contou à BBC Brasil que sua foi a primeira Igreja evangélica brasileira da ilha a ter uma sede própria, situada na cidade de Vineyard Haven.

Agora, eles acabam de inaugurar uma segunda filial, do outro lado de Martha’s Vineyard, na cidade de Falmouth, e já obtiveram da administração local permissão para expandir a sede principal.

Atualmente, as duas contam com um total de 270 fiéis. As estimativas são de que existam cerca de 800 fiéis espalhados pelas oito Igrejas evangélicas da ilha. E há projetos de construir outras três.

Além da comunidade

Paulo Tenório promove também atividades para atrair mais fiéis. No próximo sábado, a atração da igreja será a ex-paquita Andreia Sorvetão, atualmente uma cantora de sucesso no circuito gospel, que fará uma espécie de culto voltado para crianças.

O Pastor Paulo Tenório está há seis anos em Martha’s Vineyard.

Em dezembro, ele espera a visita da ex-apresentadora Mara Maravilha, outra celebridade no universo evangélico.

Mas a intenção do pastor agora é ampliar suas fronteiras para além da comunidade brasileira.

“Nós temos um programa em inglês na TV local, às terças e quintas, e temos a intenção de realizar um culto em inglês aos domingos. Nossos filhos estão crescendo e, apesar de ensinarmos português a eles, a primeira língua deles é inglês. Além disso, precisamos alcançar os americanos. Não há muitos Igrejas pentecostais aqui na ilha.”

Outro pastor brasileiro, Valci Carvalho, que está há oito anos em Martha’s Vineyard, na cidade de Oak Bluffs, onde comanda os 70 fiéis da Alliance Community Church, tem planos similares ao de Paulo Tenório.

“Somos uma Igreja quase que 100% de brasileiros, mas temos planos de começar um culto em inglês para brasileiros de segunda geração.”

Liderança

Em Martha’s Vineyard, o pastor é considerado uma das mais destacadas lideranças entre a comunidade brasileira, em parte por conta do trabalho que vem desenvolvendo junto às autoridades locais.

No ano passado, Carvalho foi um dos oito participantes da chamada Academia de Polícia Cidadã, oferecida pelo Departamento de Polícia de Oak Bluffs, no qual civis aprendem as técnicas utilizadas por policiais locais.

O contato do pastor com as autoridades serviu para que ele atuasse como intermediário em diferentes casos envolvendo brasileiros que estavam irregularmente no país ou que haviam tido problemas com a lei.

“Hoje, tenho prestígio por causa desse trabalho. Quando você se coloca à disposição da sociedade, as pessoas procuram a sua ajuda”, afirma.

O surgimento de novas Igrejas muitas vezes se dá, nos dizeres do pastor Paulo Tenório, “quando alguém dá um chute em algum pastor e monta uma Igreja”.

Divisões

O aumento no número de congregações tem levado também a tensões e cisões, sobre as quais os pastores não gostam de falar em público.

Sem ter uma sede própria, muitos fiéis acabam alugando espaços em estabelecimentos comerciais ou mesmo em outras Igrejas.

Teve uma origem algo improvisada, similar à de muitas das Igrejas que estão surgindo.

A World Revival Church, que atualmente conta com mais de uma sede em Martha’s Vineyard, uma delas um prédio orçado em US$ 1 milhão, segundo o jornal local Vineyard Gazette, teve uma origem algo improvisada, similar à de muitas das Igrejas que estão surgindo.

Em 1992, cerca de seis fiéis começaram a organizar cultos nos porões de suas residências, em Oak Bluffs.

Em 2007, uma de suas sedes já contava com capacidade para 200 pessoas. E, atualmente, a Igreja com sede em Boston já ampliou suas fronteiras para muito além de Massachusetts, contando com representações na Índia, em Portugal e no Japão.

 

Fonte: BBC via Gospel Prime

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Alice Cooper: "a princípio aceitei Deus por medo, não amor"

Alice Cooper diz que ama Deus, mas não quer se tornar um crente "celebridade". O pai do Shock Rock, estilo musical onde as atitudes grotescas feitas no palco horrorizaram pais por mais de trinta anos, contou como o medo do inferno o virou para Deus. Ele, que cantava sobre necrofilia e picotava bonecas durante seus concertos, declarou que, apesar de continuar a gravar e fazer turnês teatrais com shows de horror, "minha vida é dedicada a seguir Cristo".

Alice Cooper Embora ele tenha se tornado um cristão nos anos 80, fora alguns pequenos comentários em algumas entrevistas, o cantor de 61 anos sempre foi resguardado em sua fé - até agora. Em uma entrevista franca com uma revista de música cristã, ele falou publicamente pela primeira vez sobre seu amor por Deus e a relutância em se tornar uma "celebridade cristã".

Um líder das paradas com o hino adolescente "School's Out", Cooper foi creditado por pavimentar o caminho para alguns cantores ultrajantes como Marilyn Manson. Mas ele afirma que suas obras nunca foram políticas ou religiosas e sempre tiveram "senso de humor".

Ele contou à HM, The Hard Music Magazine, que sempre foi insultado, toda hora sendo acusado de ser satanista. Criado em uma casa cristã, ele ainda acreditava em Deus, apesar dele não ser comprometido. Isso mudou quando o alcoolismo ameaçou seu casamento. Ele e sua mulher, Sheryl, foram a uma igreja que tinha um pastor que falava sobre o inferno.

Cooper disse que se tornou um cristão "inicialmente mais por medo de Deus do que por amor a Ele... Eu não queria ir para o inferno". Entrevistado na edição de março/abril da HM, Cooper via sua fé como "uma coisa em curso". "Ser um cristão é algo em que você apenas progride. Você aprende, vai para seus estudos da Bíblia, você reza", disse ele.

Ele tem evitado o posto de "celebridade cristã" pois "é realmente fácil se focar em Alice Cooper e não em Cristo. Eu sou um cantor de rock, nada mais do que isso. Não sou um filósofo. Me considero abaixo no poleiro do conhecimento cristão, então, não procure respostas em mim".

Apesar disso ele pôde conversar com outros na cena musical sobre sua fé. "Eu tinha um casal de amigos meus com quem conversei que disseram que eles tinham aceitado Cristo. Eu tenho conversado com algumas grandes estrelas sobre isso, alguns personagens horríveis... e você ficaria surpreso. Aqueles que você pensa que estão mais longe são os que estão mais aptos a ouvir".

O texto completo (em inglês) pode ser visto neste local.

 

Fonte: Whiplash